<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR"><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="3.10.0">Jekyll</generator><link href="https://neurobrendow.com.br/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://neurobrendow.com.br/" rel="alternate" type="text/html" hreflang="pt-BR" /><updated>2026-05-08T12:09:35-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/feed.xml</id><title type="html">Dr. Brendow Martin — Neurologista</title><subtitle>Blog de neurologia clínica com excelência diagnóstica e cuidado humanizado em Fortaleza, Ceará.</subtitle><author><name>Dr. Brendow Martin</name></author><entry><title type="html">Emgality saiu do Brasil: o que muda no tratamento da Enxaqueca e da Cefaleia em Salvas?</title><link href="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/05/emgality-saiu-do-brasil/" rel="alternate" type="text/html" title="Emgality saiu do Brasil: o que muda no tratamento da Enxaqueca e da Cefaleia em Salvas?" /><published>2026-05-07T09:00:00-03:00</published><updated>2026-05-07T09:00:00-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/blog/2026/05/emgality-saiu-do-brasil</id><content type="html" xml:base="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/05/emgality-saiu-do-brasil/"><![CDATA[<p>Nos últimos dias, muitos pacientes em uso de Emgality® (galcanezumabe) começaram a receber a notícia de que o medicamento está sendo descontinuado no Brasil. Para quem finalmente havia encontrado uma medicação eficaz para controlar a enxaqueca, a reação é compreensível: preocupação, insegurança e a pergunta inevitável - “e agora?”.</p>

<p>A resposta curta é: <strong>não interrompa o tratamento por conta própria e não tente substituir a medicação sem orientação médica</strong>.</p>

<p>A resposta completa exige entender o que foi anunciado, o que isso significa na prática e quais caminhos podem ser discutidos com o neurologista.</p>

<h2 id="o-que-aconteceu-com-o-emgality-no-brasil">O que aconteceu com o Emgality no Brasil?</h2>

<p>O comunicado público disponível no canal de atendimento da Libbs informa que o Emgality foi descontinuado nas apresentações de <strong>120 mg/mL</strong> e <strong>100 mg/mL</strong>, com notificação à Anvisa realizada em <strong>04/05/2026</strong>.</p>

<p>Segundo o comunicado, os produtos ainda podem ser encontrados em farmácias até a finalização dos estoques disponíveis e podem ser utilizados normalmente, desde que respeitado o prazo de validade da embalagem.</p>

<p>Também foi informado que, a partir de <strong>01/06/2026</strong>, não serão realizadas novas adesões ao Programa de Pacientes. Pacientes que aderirem ao programa até <strong>31/05/2026</strong> permanecerão elegíveis aos benefícios previstos, condicionados à disponibilidade de estoque no mercado.</p>

<p>Isso é importante: <strong>não se trata, até o momento, de um alerta de segurança ou de uma retirada por problema de qualidade divulgado ao público</strong>. O que foi comunicado é uma descontinuação comercial das apresentações do medicamento no país.</p>

<h2 id="o-que-é-o-emgality">O que é o Emgality?</h2>

<p>O Emgality é o nome comercial do <strong>galcanezumabe</strong>, um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a atividade do CGRP, uma molécula envolvida na fisiopatologia da enxaqueca e de algumas cefaleias trigêmino-autonômicas.</p>

<p>No Brasil, ele tinha uso aprovado em duas situações principais:</p>

<ul>
  <li><strong>Prevenção da enxaqueca</strong> em adultos com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês, na apresentação de 120 mg/mL</li>
  <li><strong>Prevenção de crises durante o período de salvas</strong> em adultos com cefaleia em salvas episódica, na apresentação de 100 mg/mL</li>
</ul>

<p>Na prática, era uma das opções modernas para pacientes com crises frequentes, incapacitantes ou com falha/intolerância a tratamentos preventivos tradicionais.</p>

<h2 id="isso-significa-que-o-tratamento-acabou">Isso significa que o tratamento acabou?</h2>

<p>Não necessariamente.</p>

<p>Significa que será preciso <strong>planejar a continuidade do cuidado</strong>. Para alguns pacientes, ainda haverá estoque por um período. Para outros, a dificuldade de acesso pode aparecer rapidamente, especialmente porque se trata de um medicamento refrigerado, de alto custo e com distribuição mais limitada.</p>

<p>O ponto mais importante é evitar uma interrupção abrupta sem estratégia. Em pacientes que tinham bom controle com o galcanezumabe, a suspensão sem transição pode levar ao retorno gradual das crises, aumento do uso de analgésicos e risco de cronificação da dor.</p>

<p>Se você usa Emgality, o melhor momento para conversar com seu neurologista é <strong>antes da última dose disponível</strong>, não depois que as crises voltarem.</p>

<h2 id="o-que-pacientes-em-uso-devem-fazer-agora">O que pacientes em uso devem fazer agora?</h2>

<h3 id="1-confirme-seu-estoque-real">1. Confirme seu estoque real</h3>

<p>Veja quantas doses você tem, a data de validade e as condições de armazenamento. O Emgality deve ser mantido refrigerado conforme a bula. Não vale a pena “garantir estoque” se a conservação não puder ser feita corretamente.</p>

<h3 id="2-entre-em-contato-com-o-programa-ou-com-a-farmácia">2. Entre em contato com o programa ou com a farmácia</h3>

<p>Pacientes vinculados a programas de suporte devem confirmar diretamente as regras atualizadas, prazos e disponibilidade. Como a situação depende de estoque, a resposta pode variar com o tempo.</p>

<h3 id="3-agende-uma-revisão-com-antecedência">3. Agende uma revisão com antecedência</h3>

<p>Leve para a consulta:</p>

<ul>
  <li>Frequência atual das crises</li>
  <li>Número de dias de dor por mês</li>
  <li>Uso de medicação de resgate</li>
  <li>Efeitos adversos prévios a preventivos</li>
  <li>Resposta ao Emgality</li>
  <li>Comorbidades como ansiedade, insônia, hipertensão, obesidade, depressão ou bruxismo</li>
</ul>

<p>Essas informações ajudam a escolher a melhor alternativa, em vez de simplesmente “trocar uma injeção por outra”.</p>

<h3 id="4-não-altere-intervalo-ou-dose-sozinho">4. Não altere intervalo ou dose sozinho</h3>

<p>Esticar o intervalo entre aplicações para “fazer durar mais” pode reduzir o controle da doença. Antecipar doses também não deve ser feito sem orientação. A transição precisa respeitar o histórico clínico e o risco individual de retorno das crises.</p>

<h2 id="quais-são-as-alternativas">Quais são as alternativas?</h2>

<p>A melhor alternativa depende do tipo de cefaleia, da frequência das crises, do histórico de falhas terapêuticas e do acesso real ao tratamento.</p>

<h3 id="fremanezumabe">Fremanezumabe</h3>

<p>O fremanezumabe (Ajovy®) é outro anticorpo monoclonal anti-CGRP aprovado para tratamento preventivo da enxaqueca em adultos. Pode ser uma opção para alguns pacientes que estavam em uso de galcanezumabe, mas a troca deve ser individualizada.</p>

<p>Mesmo sendo da mesma classe, os medicamentos não são idênticos. Há diferenças de dose, apresentação, intervalo de aplicação, cobertura por planos e disponibilidade em farmácias.</p>

<h3 id="toxina-botulínica-tipo-a-botox">Toxina botulínica tipo A (Botox®)</h3>

<p>Para pacientes com <strong>enxaqueca crônica</strong>, definida por 15 ou mais dias de cefaleia por mês, a toxina botulínica tipo A continua sendo uma opção importante, com aplicação em pontos específicos da cabeça e região cervical, geralmente a cada 12 semanas.</p>

<p>Ela pode ser especialmente útil em pacientes com dor muito frequente, tensão cervical associada ou falha de múltiplos preventivos orais.</p>

<h3 id="preventivos-orais">Preventivos orais</h3>

<p>Apesar de menos “novos”, vários medicamentos orais continuam sendo pilares do tratamento preventivo da enxaqueca:</p>

<ul>
  <li>Topiramato</li>
  <li>Amitriptilina ou nortriptilina</li>
  <li>Venlafaxina</li>
  <li>Propranolol ou outros betabloqueadores</li>
  <li>Candesartana</li>
  <li>Flunarizina</li>
  <li>Valproato, em situações selecionadas</li>
</ul>

<p>A escolha não deve ser automática. Um paciente com insônia pode se beneficiar de uma estratégia diferente de alguém com sobrepeso, hipertensão, depressão, cálculo renal, gestação planejada ou sonolência diurna.</p>

<h3 id="bloqueios-anestésicos">Bloqueios anestésicos</h3>

<p>Bloqueios de nervos pericranianos, como o bloqueio do nervo occipital maior, podem ser úteis em situações específicas: crise prolongada, transição entre tratamentos, cefaleia refratária ou necessidade de reduzir uso excessivo de analgésicos.</p>

<p>Eles não substituem sempre a profilaxia, mas podem ser uma ponte importante em pacientes selecionados.</p>

<h2 id="e-quem-usava-emgality-para-cefaleia-em-salvas">E quem usava Emgality para cefaleia em salvas?</h2>

<p>A cefaleia em salvas merece atenção especial. A apresentação de 100 mg/mL do Emgality era voltada para prevenção de crises durante o período de salvas episódica, com esquema diferente do usado na enxaqueca.</p>

<p>Se você tem cefaleia em salvas, não tente adaptar dose de outra apresentação, importar sem orientação ou substituir por conta própria. O manejo pode envolver estratégias como verapamil, corticoide em ponte, lítio em casos selecionados, oxigenoterapia e triptanos para crise, sempre com avaliação cuidadosa de contraindicações.</p>

<p>Aqui, mais do que nunca, a transição precisa ser planejada com um neurologista familiarizado com cefaleias.</p>

<h2 id="o-que-evitar">O que evitar</h2>

<ul>
  <li>Comprar medicamento de origem duvidosa pela internet</li>
  <li>Usar produto importado sem checar regularidade, armazenamento e procedência</li>
  <li>Trocar Emgality por outro anti-CGRP sem prescrição</li>
  <li>Aumentar o uso de analgésicos para compensar a perda do preventivo</li>
  <li>Esperar a enxaqueca voltar com força para procurar ajuda</li>
</ul>

<p>O risco mais comum nessa fase não é apenas ficar sem uma medicação. É entrar em um ciclo de dor recorrente, uso excessivo de remédios de crise e perda do controle que havia sido conquistado.</p>

<h2 id="em-resumo">Em resumo</h2>

<p>A saída do Emgality do Brasil é uma notícia frustrante para muitos pacientes, especialmente aqueles que responderam bem ao tratamento. Mas ela não significa ausência de opções.</p>

<p>O caminho mais seguro é:</p>

<ul>
  <li>Confirmar disponibilidade e estoque</li>
  <li>Não interromper por conta própria</li>
  <li>Registrar a frequência das crises</li>
  <li>Revisar o plano preventivo com antecedência</li>
  <li>Escolher uma alternativa compatível com o seu perfil clínico</li>
</ul>

<p>Tratamento de enxaqueca não é receita pronta. Quando bem conduzido, mesmo uma mudança forçada de medicação pode ser transformada em uma oportunidade para reorganizar o cuidado e reduzir o risco de recaída.</p>

<p>Se você usa Emgality e está preocupado com a continuidade do tratamento, <a href="https://wa.me/message/XDTCXUYJKODHK1">agende uma avaliação neurológica</a> para revisar seu plano de prevenção com segurança.</p>

<hr />

<h2 id="fontes-consultadas">Fontes consultadas</h2>

<ul>
  <li><a href="https://www.reclameaqui.com.br/empresa/libbs/faq/descontinuacao-de-emgality-e-encerramento-de-adesoes-ao-programa-de-pacien_-8q6S41n-5dI7YjD">Comunicado sobre descontinuação do Emgality e Programa de Pacientes</a></li>
  <li><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/mercado/descontinuacao-de-medicamentos">Anvisa - descontinuação de medicamentos</a></li>
  <li><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/emgality-galcanezumabe-nova-indicacao">Anvisa - Emgality (galcanezumabe): nova indicação</a></li>
  <li><a href="https://infosus.saude.sc.gov.br/index.php/Fremanezumabe">InfoSUS - fremanezumabe</a></li>
</ul>

<p>Escrito e revisado por Dr. Brendow Mártin<br />
Neurologista - CRM/CE 22318 · RQE 18935<br />
Última revisão: 07/05/2026</p>]]></content><author><name>Dr. Brendow Mártin</name></author><category term="Cefaleias" /><category term="Emgality" /><category term="galcanezumabe" /><category term="enxaqueca" /><category term="cefaleia em salvas" /><category term="anti-CGRP" /><category term="tratamento da enxaqueca" /><category term="neurologista Fortaleza" /><summary type="html"><![CDATA[Emgality (galcanezumabe) teve descontinuação comunicada no Brasil em maio de 2026. Entenda o que isso significa e como planejar a transição do tratamento.]]></summary><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/emgality.webp" /><media:content medium="image" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/emgality.webp" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" /></entry><entry><title type="html">Esquecimento: do lapso benigno ao Alzheimer — tudo que você precisa saber</title><link href="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/esquecimentos-tdah-alzheimer/" rel="alternate" type="text/html" title="Esquecimento: do lapso benigno ao Alzheimer — tudo que você precisa saber" /><published>2026-04-30T09:00:00-03:00</published><updated>2026-04-30T09:00:00-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/esquecimentos-tdah-alzheimer</id><content type="html" xml:base="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/esquecimentos-tdah-alzheimer/"><![CDATA[<p>A queixa de memória é uma das mais frequentes no consultório neurológico. E uma das mais carregadas de ansiedade: quando alguém esquece alguma coisa, o pensamento que surge quase imediatamente é <em>“será que é Alzheimer?”</em>.</p>

<p>Na maioria das vezes, não é.</p>

<p>O esquecimento tem muitas causas, e elas formam um espectro que vai do absolutamente normal ao patológico. Entender onde cada situação se encaixa ajuda a tomar a decisão certa: tranquilizar-se, ajustar um hábito, tratar uma condição clínica ou buscar avaliação especializada.</p>

<p>Vamos percorrer esse gradiente juntos.</p>

<hr />

<h2 id="1-o-esquecimento-que-é-normal">1. O esquecimento que é normal</h2>

<p>O cérebro humano não armazena tudo. Isso é uma função, não uma falha. Ele filtra, prioriza e descarta ativamente. Esquecimentos benignos têm características reconhecíveis:</p>

<ul>
  <li>Ocorrem quando a atenção estava dividida no momento do registro</li>
  <li>A informação pode ser recuperada com uma pista ou depois de um tempo</li>
  <li>Não se repetem de forma progressiva</li>
  <li>Não interferem na autonomia ou na vida profissional</li>
</ul>

<p>Exemplos clássicos: não lembrar onde deixou as chaves, esquecer o nome de um ator que você conhece bem, ir até um cômodo e perder o raciocínio do porquê foi. Isso acontece com todo mundo, em qualquer idade.</p>

<p>A diferença entre o esquecimento benigno e o patológico não é a frequência isolada: é o <strong>padrão, a progressão e o impacto na vida</strong>.</p>

<hr />

<h2 id="2-causas-reversíveis-o-esquecimento-que-tem-solução">2. Causas reversíveis: o esquecimento que tem solução</h2>

<p>Antes de cogitar qualquer diagnóstico neurológico, é fundamental descartar causas clínicas tratáveis. Elas são responsáveis por uma parcela enorme das queixas de memória e passam despercebidas com surpreendente frequência.</p>

<h3 id="privação-de-sono">Privação de sono</h3>

<p>O sono não é descanso passivo. É durante ele que o cérebro consolida memórias, elimina resíduos metabólicos e reorganiza informações. Dormir mal cronicamente prejudica a atenção, a velocidade de processamento e a capacidade de reter novas informações. Basta uma semana de sono fragmentado para que qualquer pessoa note a diferença na memória.</p>

<h3 id="estresse-crônico-e-ansiedade">Estresse crônico e ansiedade</h3>

<p>O estresse ativa o sistema de alerta do organismo e, nesse estado, o cérebro prioriza a sobrevivência, não a cognição. O cortisol elevado de forma crônica é tóxico para o hipocampo, região fundamental para a formação de novas memórias. Quem vive sob pressão constante tem dificuldade real de registrar e recuperar informações.</p>

<h3 id="depressão">Depressão</h3>

<p>A depressão causa o que chamamos de pseudodemência: lentidão do pensamento, dificuldade de concentração e queixa intensa de memória. Muitas vezes, o próprio paciente acredita estar “perdendo a mente”. O diagnóstico diferencial com demência real é importante e, ao contrário da demência, o quadro é reversível com tratamento adequado.</p>

<h3 id="alterações-hormonais-e-metabólicas">Alterações hormonais e metabólicas</h3>

<ul>
  <li><strong>Hipotireoidismo:</strong> causa lentidão cognitiva difusa, confundida frequentemente com depressão ou demência</li>
  <li><strong>Deficiência de vitamina B12:</strong> afeta diretamente o sistema nervoso, com impacto em memória e cognição</li>
  <li><strong>Deficiência de vitamina D:</strong> associada a prejuízo cognitivo em estudos populacionais</li>
  <li><strong>Anemia:</strong> reduz o aporte de oxigênio cerebral</li>
  <li><strong>Diabetes mal controlada:</strong> hipoglicemias e hiperglicemias crônicas lesam neurônios ao longo do tempo</li>
</ul>

<h3 id="medicamentos">Medicamentos</h3>

<p>Alguns fármacos de uso comum têm impacto direto na cognição: benzodiazepínicos (clonazepam, diazepam), anticolinérgicos, anti-histamínicos de primeira geração, opióides e algumas medicações para pressão arterial. O uso crônico e não revisado desses medicamentos é uma causa subestimada de queixa de memória, especialmente em idosos.</p>

<h3 id="álcool">Álcool</h3>

<p>O uso regular, mesmo sem chegar ao diagnóstico de dependência, interfere na consolidação da memória e, a longo prazo, pode causar danos permanentes. O chamado “apagão” do álcool é uma lesão temporária do hipocampo. Quadros mais graves, como a síndrome de Wernicke-Korsakoff, causam comprometimento cognitivo irreversível.</p>

<blockquote>
  <p>Em todos esses casos, identificar e tratar a causa de base recupera a função cognitiva. Por isso, qualquer avaliação de memória começa pelos exames clínicos e laboratoriais.</p>
</blockquote>

<hr />

<h2 id="3-tdah-quando-o-problema-não-é-a-memória-é-o-acesso-a-ela">3. TDAH: quando o problema não é a memória, é o acesso a ela</h2>

<p>O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade não é propriamente um distúrbio de memória, mas é uma das causas mais comuns de queixa de esquecimento, tanto em crianças quanto em adultos.</p>

<p>No TDAH, o sistema de <strong>memória de trabalho</strong> é o mais afetado. Essa é a memória do “agora”: a que mantém uma informação ativa enquanto você a utiliza. É ela que permite seguir uma instrução em vários passos, lembrar o que ia dizer no meio de uma frase ou guardar um número de telefone por tempo suficiente para anotá-lo.</p>

<p>Quando a atenção falha no momento do registro, a memória simplesmente não captura a informação. Ela não é recuperável depois, porque nunca foi armazenada.</p>

<h3 id="como-isso-aparece-no-dia-a-dia">Como isso aparece no dia a dia</h3>

<ul>
  <li>Perder objetos com frequência (chaves, óculos, celular)</li>
  <li>Chegar a um lugar e não lembrar o motivo</li>
  <li>Esquecer compromissos mesmo com agenda</li>
  <li>Dificuldade em seguir conversas longas ou instruções verbais</li>
  <li>Sensação de que a cabeça está sempre “cheia” ou “travada”</li>
</ul>

<h3 id="tdah-em-adultos-o-diagnóstico-que-chega-tarde">TDAH em adultos: o diagnóstico que chega tarde</h3>

<p>Muitos adultos chegam ao consultório aos 30, 40 ou 50 anos carregando o rótulo de “distraído”, “irresponsável” ou simplesmente “esquecido”. Aprenderam a compensar ao longo da vida, mas as dificuldades persistem, afetando desempenho profissional, relacionamentos e autoestima.</p>

<p>O diagnóstico tardio de TDAH é mais comum do que se imagina, especialmente em mulheres, que historicamente tiveram seus sintomas subvalorizados. Reconhecê-lo é o primeiro passo para um tratamento que pode transformar a qualidade de vida.</p>

<hr />

<h2 id="4-comprometimento-cognitivo-leve-a-zona-de-transição">4. Comprometimento cognitivo leve: a zona de transição</h2>

<p>Entre o envelhecimento normal e a demência existe um estado intermediário chamado <strong>Comprometimento Cognitivo Leve (CCL)</strong>, em inglês <em>Mild Cognitive Impairment</em> (MCI).</p>

<p>Nessa condição, a pessoa apresenta declínio cognitivo mensurável em testes neuropsicológicos, mas ainda preserva sua autonomia. Consegue realizar as atividades da vida diária, mas nota, e familiares também notam, que algo mudou.</p>

<p>O CCL não é demência, mas é um fator de risco para ela. Uma parte dos pacientes evolui para Alzheimer ao longo dos anos; outra parte permanece estável ou melhora, especialmente quando a causa é tratável.</p>

<p>Por isso, o diagnóstico de CCL exige acompanhamento neurológico regular e intervenções ativas: controle de fatores de risco vasculares, estimulação cognitiva, atividade física e boa qualidade de sono.</p>

<hr />

<h2 id="5-outras-demências-alzheimer-não-é-a-única">5. Outras demências: Alzheimer não é a única</h2>

<p>Quando o declínio cognitivo é progressivo e passa a comprometer a autonomia, estamos diante de uma demência. O Alzheimer é o tipo mais comum, responsável por cerca de 60 a 70% dos casos, mas não é o único.</p>

<h3 id="demência-vascular">Demência vascular</h3>

<p>Causada por pequenos infartos cerebrais silenciosos ou doença de pequenos vasos. Está diretamente ligada a hipertensão arterial, diabetes e tabagismo mal controlados ao longo da vida. Diferente do Alzheimer, tende a progredir em “degraus”, com pioras súbitas seguidas de estabilização, e afeta mais a velocidade de processamento e o controle executivo do que a memória episódica.</p>

<h3 id="demência-por-corpos-de-lewy">Demência por corpos de Lewy</h3>

<p>Associada ao acúmulo de uma proteína chamada alfa-sinucleína nos neurônios. Além do declínio cognitivo, apresenta alucinações visuais bem formadas, flutuação da atenção ao longo do dia e, frequentemente, parkinsonismo (lentidão, rigidez, tremor). Tem sensibilidade específica a alguns medicamentos, e o diagnóstico correto é essencial para evitar complicações graves.</p>

<h3 id="demência-frontotemporal">Demência frontotemporal</h3>

<p>Afeta predominantemente os lobos frontais e temporais, comprometendo comportamento, personalidade e linguagem antes da memória. É mais comum em pessoas mais jovens, entre 45 e 65 anos. A pessoa pode tornar-se desinibida, apática, impulsiva ou ter dificuldade progressiva para falar, enquanto a memória episódica permanece relativamente preservada por algum tempo.</p>

<hr />

<h2 id="6-doença-de-alzheimer-quando-suspeitar-de-verdade">6. Doença de Alzheimer: quando suspeitar de verdade</h2>

<p>O Alzheimer compromete principalmente a <strong>memória recente</strong>, o que aconteceu nas últimas horas ou dias, e progride de forma lenta e contínua ao longo dos anos.</p>

<h3 id="sinais-de-alerta-que-merecem-avaliação">Sinais de alerta que merecem avaliação</h3>

<ul>
  <li>Repetir a mesma pergunta várias vezes na mesma conversa, sem perceber</li>
  <li>Esquecer eventos recentes importantes (consultas, aniversários de pessoas próximas)</li>
  <li>Desorientar-se em locais conhecidos</li>
  <li>Dificuldade crescente com finanças, contas ou tarefas rotineiras</li>
  <li>Perder a capacidade de seguir uma receita ou um jogo que dominava antes</li>
  <li>Dificuldade para encontrar palavras na fala</li>
  <li>Mudança de personalidade, irritabilidade ou apatia sem causa aparente</li>
</ul>

<p>Um ponto clinicamente importante: <strong>a pessoa com Alzheimer frequentemente não percebe o próprio esquecimento</strong>. São os familiares que identificam o problema primeiro. Se alguém próximo está preocupado com a sua memória, esse sinal não deve ser ignorado.</p>

<hr />

<h2 id="quando-procurar-um-neurologista">Quando procurar um neurologista</h2>

<ul>
  <li>Esquecimentos que interferem no trabalho, nas finanças ou nos relacionamentos</li>
  <li>Repetição frequente das mesmas perguntas ou histórias</li>
  <li>Dificuldade progressiva em tarefas que antes eram simples</li>
  <li>Suspeita de TDAH não diagnosticado na infância ou na vida adulta</li>
  <li>Familiar ou cônjuge preocupado com a sua memória</li>
  <li>Mudança de comportamento ou personalidade sem causa evidente</li>
</ul>

<p>O diagnóstico precoce transforma o prognóstico, tanto nas condições reversíveis quanto nas progressivas. Não espere a situação piorar para buscar avaliação.</p>

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</div>]]></content><author><name>Dr. Brendow Mártin</name></author><category term="Memória" /><category term="esquecimento" /><category term="memória" /><category term="TDAH" /><category term="Alzheimer" /><category term="demência" /><category term="neurologista" /><category term="Fortaleza" /><summary type="html"><![CDATA[Nem todo esquecimento é Alzheimer. Entenda o gradiente completo das causas — do sono ruim ao TDAH, da depressão à demência — e saiba quando procurar um neurologista.]]></summary><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/esquecimentos.webp" /><media:content medium="image" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/esquecimentos.webp" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" /></entry><entry><title type="html">Tratamento da enxaqueca: remédios para crise, prevenção, SUS e opções avançadas em 2026</title><link href="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/enxaqueca-tratamentos-modernos/" rel="alternate" type="text/html" title="Tratamento da enxaqueca: remédios para crise, prevenção, SUS e opções avançadas em 2026" /><published>2026-04-29T10:00:00-03:00</published><updated>2026-04-29T10:00:00-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/enxaqueca-tratamentos-modernos</id><content type="html" xml:base="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/enxaqueca-tratamentos-modernos/"><![CDATA[<p>A enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade no mundo e tem grande impacto na população brasileira. O tratamento evoluiu nos últimos anos, mas ainda existe diferença importante entre o que está disponível na literatura e o que é acessível na prática, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>

<p>Neste artigo, você vai entender:</p>

<ul>
  <li>Quais são os remédios para crise de enxaqueca</li>
  <li>Como funciona a prevenção (profilaxia)</li>
  <li>O que está disponível no SUS</li>
  <li>Quais são as opções mais modernas</li>
  <li>Quando procurar um neurologista</li>
</ul>

<h2 id="tratamento-da-crise-de-enxaqueca-fase-aguda">Tratamento da crise de enxaqueca (fase aguda)</h2>

<p>O objetivo do tratamento da crise é interromper a dor e restaurar a funcionalidade do paciente.</p>

<h3 id="analgésicos-e-anti-inflamatórios">Analgésicos e anti-inflamatórios</h3>

<ul>
  <li>Dipirona</li>
  <li>Paracetamol</li>
  <li>Ibuprofeno</li>
  <li>Naproxeno</li>
  <li>Diclofenaco</li>
</ul>

<p>São amplamente disponíveis no Brasil, inclusive no SUS, e funcionam melhor quando utilizados no início da crise.</p>

<h3 id="triptanos">Triptanos</h3>

<ul>
  <li>Sumatriptano</li>
  <li>Rizatriptano</li>
  <li>Naratriptano</li>
  <li>Eletriptano</li>
  <li>Zolmitriptana</li>
</ul>

<p>São considerados tratamento específico para crises moderadas a intensas. No Brasil, o sumatriptano é a opção mais disponível. São contraindicados em pacientes com doença cardiovascular.</p>

<h3 id="antieméticos">Antieméticos</h3>

<ul>
  <li>Metoclopramida</li>
  <li>Domperidona</li>
</ul>

<p>Além do controle de náuseas, melhoram a absorção dos analgésicos e fazem parte da abordagem padrão, inclusive em serviços de urgência do SUS.</p>

<hr />

<h3 id="novas-medicações-ainda-pouco-disponíveis-no-brasil">Novas medicações (ainda pouco disponíveis no Brasil)</h3>

<ul>
  <li>Gepantes (rimegepant, ubrogepant)</li>
  <li>Ditans (lasmiditan)</li>
</ul>

<p>Ainda não fazem parte da rotina do SUS e têm acesso restrito na rede privada.</p>

<hr />

<p>Importante: o uso frequente de medicação para crise pode levar à cefaleia por abuso de analgésicos, condição bastante comum na prática clínica brasileira.</p>

<hr />

<h2 id="tratamento-preventivo-da-enxaqueca-profilaxia">Tratamento preventivo da enxaqueca (profilaxia)</h2>

<p>A profilaxia é indicada quando há crises frequentes, incapacitantes ou uso excessivo de medicação para dor.</p>

<h3 id="primeira-linha-no-brasil-incluindo-sus">Primeira linha no Brasil (incluindo SUS)</h3>

<h4 id="anticonvulsivantes">Anticonvulsivantes</h4>
<ul>
  <li>Topiramato</li>
  <li>Valproato</li>
</ul>

<p>Reduzem a excitabilidade neuronal e são amplamente utilizados no SUS. São medicamentos com potencial teratogênico. Em mulheres em idade fértil, utilizar apenas com contracepção eficaz e orientação médica, avaliando riscos e benefícios.</p>

<h4 id="antidepressivos">Antidepressivos</h4>
<ul>
  <li>Amitriptilina</li>
  <li>Nortriptilina</li>
  <li>Venlafaxina</li>
</ul>

<p>Particularmente úteis em pacientes com distúrbios do sono, ansiedade ou dor crônica associada.</p>

<h4 id="betabloqueadores">Betabloqueadores</h4>
<ul>
  <li>Propranolol</li>
  <li>Atenolol</li>
</ul>

<p>Boa opção em pacientes sem contraindicações cardiovasculares específicas. São evitados em pacientes com asma.</p>

<h3 id="outras-opções-utilizadas">Outras opções utilizadas</h3>

<ul>
  <li>Flunarizina (frequentemente usada na prática brasileira, apesar de disponibilidade variável no SUS)</li>
</ul>

<h3 id="terapias-modernas">Terapias modernas</h3>

<h4 id="anticorpos-monoclonais-anti-cgrp">Anticorpos monoclonais anti-CGRP</h4>
<ul>
  <li>Erenumabe</li>
  <li>Fremanezumabe</li>
  <li>Galcanezumabe</li>
</ul>

<p>São as chamadas “vacinas para enxaqueca”. Apresentam alta eficácia e boa tolerabilidade.
Tem aplicação subcutânea, com desconforto mínimo.</p>

<p>No Brasil:</p>

<ul>
  <li>Aprovados pela ANVISA</li>
  <li>Disponíveis na rede privada</li>
  <li>Alto custo</li>
  <li>Não incorporados ao SUS até o momento</li>
</ul>

<h2 id="toxina-botulínica-tipo-a-botox">Toxina botulínica tipo A (Botox)</h2>

<p>Indicada para enxaqueca crônica, definida como 15 ou mais dias de cefaleia por mês.</p>

<ul>
  <li>Aplicação em pontos específicos na cabeça e região cervical</li>
  <li>Intervalo médio de 12 semanas</li>
  <li>Redução significativa da frequência das crises</li>
</ul>

<p>Disponível no Brasil, geralmente na rede privada. O acesso pelo SUS é limitado e depende de serviços especializados.</p>

<h2 id="bloqueios-de-nervos-pericranianos">Bloqueios de nervos pericranianos</h2>

<p>Procedimentos realizados com anestésico local.</p>

<p>Principais técnicas:</p>

<ul>
  <li>Bloqueio do nervo occipital maior</li>
  <li>Bloqueio do nervo supraorbital</li>
</ul>

<p>Indicações:</p>

<ul>
  <li>Crises refratárias</li>
  <li>Transição enquanto a profilaxia começa a fazer efeito</li>
  <li>Pacientes com restrição ao uso de medicamentos</li>
</ul>

<p>Podem ser realizados em ambiente ambulatorial e estão disponíveis em centros especializados no Brasil.</p>

<h2 id="qual-o-melhor-tratamento-para-enxaqueca">Qual o melhor tratamento para enxaqueca?</h2>

<p>Depende de fatores individuais:</p>

<ul>
  <li>Frequência e intensidade das crises</li>
  <li>Presença de comorbidades</li>
  <li>Tolerabilidade aos medicamentos</li>
  <li>Acesso ao tratamento (SUS ou rede privada)</li>
</ul>

<p>O manejo deve ser individualizado.</p>

<hr />

<h2 id="quando-procurar-um-neurologista">Quando procurar um neurologista?</h2>

<ul>
  <li>Crises frequentes ou incapacitantes</li>
  <li>Falha de tratamentos prévios</li>
  <li>Uso frequente de analgésicos</li>
  <li>Suspeita de cronificação</li>
</ul>

<p>O diagnóstico correto e o tratamento adequado reduzem significativamente o impacto da doença.</p>

<hr />

<h2 id="conclusão">Conclusão</h2>

<p>O tratamento da enxaqueca no Brasil envolve desde opções amplamente disponíveis no SUS até terapias modernas ainda restritas à rede privada.</p>

<p>Mesmo assim, a maioria dos pacientes pode obter bom controle com:</p>

<ul>
  <li>Estratégia adequada de tratamento da crise</li>
  <li>Indicação correta de profilaxia</li>
  <li>Acompanhamento especializado</li>
</ul>

<hr />

<h2 id="palavras-chave-relacionadas">Palavras-chave relacionadas</h2>

<p>tratamento enxaqueca SUS, remédio para enxaqueca Brasil, enxaqueca tratamento SUS, neurologista enxaqueca Fortaleza, Neurologista em Fortaleza, profilaxia enxaqueca SUS, topiramato enxaqueca, amitriptilina enxaqueca, botox enxaqueca Fortaleza, bloqueio nervo occipital enxaqueca</p>

<hr />

<p>Escrito e revisado por Dr. Brendow Martin<br />
Neurologista — CRM/CE 22318 · RQE 18935<br />
Última revisão: 29/04/2026</p>]]></content><author><name>Dr. Brendow Mártin</name></author><category term="Cefaleias" /><category term="enxaqueca" /><category term="tratamento enxaqueca" /><category term="cefaleia" /><category term="profilaxia enxaqueca" /><category term="SUS enxaqueca" /><category term="botox enxaqueca" /><category term="bloqueio nervo occipital" /><summary type="html"><![CDATA[Saiba quais são os remédios para enxaqueca disponíveis no Brasil, incluindo tratamento da crise, profilaxia, opções no SUS, Botox e bloqueios de nervos.]]></summary><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/enxaqueca-tratamentos-modernos.webp" /><media:content medium="image" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/enxaqueca-tratamentos-modernos.webp" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" /></entry><entry><title type="html">Quando procurar um neurologista? 8 sinais que merecem atenção</title><link href="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/quando-procurar-um-neurologista/" rel="alternate" type="text/html" title="Quando procurar um neurologista? 8 sinais que merecem atenção" /><published>2026-04-28T09:00:00-03:00</published><updated>2026-04-28T09:00:00-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/quando-procurar-um-neurologista</id><content type="html" xml:base="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/quando-procurar-um-neurologista/"><![CDATA[<p>Muitos pacientes chegam ao consultório se perguntando se “valia a pena” ter procurado um especialista. A resposta, na maioria das vezes, é sim — quanto antes uma queixa neurológica é avaliada, maior a chance de um diagnóstico preciso e de um tratamento eficaz.</p>

<p>Abaixo listo os principais sinais que indicam que é hora de marcar uma consulta com um neurologista.</p>

<h2 id="1-dores-de-cabeça-frequentes-ou-de-forte-intensidade">1. Dores de cabeça frequentes ou de forte intensidade</h2>

<p>Cefaleias que mudam de padrão, despertam o paciente durante a noite ou vêm acompanhadas de náuseas, alterações visuais ou déficits motores devem ser investigadas.</p>

<h2 id="2-tonturas-e-desequilíbrio-recorrentes">2. Tonturas e desequilíbrio recorrentes</h2>

<p>Sensação de “cabeça leve”, vertigem rotatória ou instabilidade ao caminhar podem ter origem neurológica e exigem avaliação clínica detalhada.</p>

<h2 id="3-esquecimentos-que-afetam-a-rotina">3. Esquecimentos que afetam a rotina</h2>

<p>Esquecer compromissos importantes, repetir perguntas ou ter dificuldade em encontrar palavras com frequência são sinais que merecem atenção, especialmente em pacientes acima dos 60 anos.</p>

<blockquote>
  <p>O esquecimento ocasional é comum. Já o esquecimento que <strong>interfere na vida diária</strong> precisa ser investigado.</p>
</blockquote>

<h2 id="4-formigamentos-e-dormências-persistentes">4. Formigamentos e dormências persistentes</h2>

<p>Quando a parestesia é frequente, segue um trajeto específico ou se acompanha de fraqueza, pode indicar neuropatia, hérnia de disco ou outras condições.</p>

<h2 id="5-tremores">5. Tremores</h2>

<p>Tremores em repouso ou que pioram em situações de stress podem ter múltiplas causas, do tremor essencial à Doença de Parkinson em fase inicial.</p>

<h2 id="6-crises-convulsivas">6. Crises convulsivas</h2>

<p>Qualquer episódio de perda de consciência com movimentos involuntários, mordedura de língua ou liberação esfincteriana exige avaliação neurológica imediata.</p>

<h2 id="7-distúrbios-do-sono">7. Distúrbios do sono</h2>

<p>Insônia crônica, sonolência diurna excessiva ou movimentos involuntários durante o sono podem ter base neurológica.</p>

<h2 id="8-alterações-de-comportamento-ou-humor-recentes">8. Alterações de comportamento ou humor recentes</h2>

<p>Mudanças bruscas de personalidade, apatia importante ou irritabilidade incomum, especialmente em idosos, podem ser manifestações de doenças neurológicas.</p>

<hr />

<h3 id="em-resumo">Em resumo</h3>

<p>Procurar um neurologista <strong>não significa que algo grave está acontecendo</strong> — significa que você está cuidando da sua saúde cerebral com a atenção que ela merece.</p>

<p>Se você se identificou com algum dos sinais acima, <a href="https://wa.me/message/XDTCXUYJKODHK1">agende uma consulta</a> para uma avaliação completa.</p>]]></content><author><name>Dr. Brendow Mártin</name></author><category term="Sintomas" /><category term="sintomas" /><category term="prevenção" /><category term="consulta" /><summary type="html"><![CDATA[Cefaleias persistentes, esquecimentos frequentes, formigamentos: entenda quais sintomas indicam que é hora de buscar avaliação especializada.]]></summary><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/quando-procurar-neurologista.webp" /><media:content medium="image" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/quando-procurar-neurologista.webp" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" /></entry><entry><title type="html">Saúde cerebral: 5 hábitos diários que protegem o seu cérebro</title><link href="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/saude-cerebral-habitos-diarios/" rel="alternate" type="text/html" title="Saúde cerebral: 5 hábitos diários que protegem o seu cérebro" /><published>2026-04-28T08:30:00-03:00</published><updated>2026-04-28T08:30:00-03:00</updated><id>https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/saude-cerebral-habitos-diarios</id><content type="html" xml:base="https://neurobrendow.com.br/blog/2026/04/saude-cerebral-habitos-diarios/"><![CDATA[<p>A boa notícia da neurologia das últimas décadas é simples: <strong>boa parte do envelhecimento cerebral pode ser modificada</strong>. Estudos mostram que até 40% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou retardados pelo controle de fatores de risco modificáveis.</p>

<h2 id="1-sono-regular-e-de-qualidade">1. Sono regular e de qualidade</h2>

<p>Durante o sono profundo, o cérebro ativa o sistema glinfático, responsável pela “limpeza” de proteínas associadas a doenças neurodegenerativas. Dormir entre 7 e 9 horas por noite, em horários regulares, é uma das medidas mais protetoras.</p>

<h2 id="2-atividade-física-aeróbica">2. Atividade física aeróbica</h2>

<p>Caminhar, pedalar ou nadar por pelo menos 150 minutos por semana melhora a perfusão cerebral, reduz inflamação e estimula a neurogênese — a formação de novas conexões neurais.</p>

<h2 id="3-estímulo-cognitivo">3. Estímulo cognitivo</h2>

<p>Ler, aprender um novo idioma, tocar um instrumento ou jogar xadrez constroem o que chamamos de <strong>reserva cognitiva</strong>, que protege o cérebro mesmo na presença de patologia subclínica.</p>

<h2 id="4-vida-social-ativa">4. Vida social ativa</h2>

<p>A convivência regular com pessoas próximas reduz risco de depressão e está associada a menor incidência de declínio cognitivo. Não é exagero: a solidão tem efeito comparável ao tabagismo em alguns estudos.</p>

<h2 id="5-controle-de-fatores-de-risco-vascular">5. Controle de fatores de risco vascular</h2>

<p>Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade e tabagismo são os principais inimigos do cérebro a longo prazo. Tratar essas condições é proteger sua memória futura.</p>

<blockquote>
  <p>O que é bom para o coração, é bom para o cérebro.</p>
</blockquote>

<h2 id="comece-hoje">Comece hoje</h2>

<p>Não é necessário transformar toda a sua rotina de uma vez. Escolha <strong>um</strong> dos hábitos acima e comece por ele. Pequenas mudanças sustentáveis valem mais do que grandes mudanças abandonadas em duas semanas.</p>]]></content><author><name>Dr. Brendow Mártin</name></author><category term="Prevenção" /><category term="prevenção" /><category term="hábitos" /><category term="demência" /><summary type="html"><![CDATA[Pequenas escolhas no dia a dia têm impacto direto na saúde neurológica a longo prazo. Conheça as práticas com maior evidência científica.]]></summary><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/saude-cerebral-habitos-diarios.webp" /><media:content medium="image" url="https://neurobrendow.com.br/assets/img/posts/saude-cerebral-habitos-diarios.webp" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" /></entry></feed>